segunda-feira, janeiro 10, 2011
José Mário Branco - FMI
Vou, vou-vos mostrar mais um pedaço da minha vida, um pedaço um pouco especial, trata-se de um texto que foi escrito, assim, de um só jorro, numa noite de Fevereiro de 79, e que talvez tenha um ou outro pormenor que já não é muito actual. Eu vou-vos dar o texto tal e qual como eu o escrevi nessa altura, sem ter modificado nada, por isso vos peço que não se deixem distrair por esses pormenores que possam ser já não muito actuais e que isso não contribua para desviar a vossa atenção do que me parece ser o essencial neste texto.
Chama-se FMI.
Quer dizer: Fundo Monetário Internacional.
Não sei porque é que se riem, é uma organização democrática dos países todos, que se reúnem, como as pessoas, em torno de uma mesa para discutir os seus assuntos, e no fim tomar as decisões que interessam a todos...
É o internacionalismo monetário!
FMI
Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o mortimor do meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!
FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI
Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!
FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui
Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!
FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI ...
Entretém-te filho, entretém-te, não desfolhes em vão este malmequer que bem-te-quer, mal-te-quer, vem-te-quer, ovomalt'e-quer, messe gigantesca, vem-te vindo, vi-me na cozinha, vi-me na casa-de-banho, vi-me no Politeama, vi-me no Águia D'ouro, vi-me em toda a parte, vem-te filho, vem-te comer ao olho, vem-te comer à mão, olha os pombinhos pneumáticos que te orgulham por esses cartazes fora, olha a Música no Coração da Indira Gandi, olha o Muchê Dyane que te traz debaixo d'olho, o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito, né filho? Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? Consolida filho, consolida, enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde. Consolida filho, consolida, que o trabalhinho é muito lindo, o teu trabalhinho é muito lindo, é o mais lindo de todos, como o astro, não é filho? O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras, tu tens um gozo do caraças, vais dormir entretido, não é? Pois claro, ganhar forças, ganhar forças para consolidar, para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta, não é filho? Pois claro! Estás aí a olhar para mim, estás a ver-me dar 33 voltinhas por minuto, pagaste o teu bilhete, pagaste o teu imposto de transação e estás a pensar lá com os teus botões: Este tipo está-me a gozar, este gajo quem é que julga que é? Né filho? Pois não é verdade que tu és um herói desde de nascente? A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete, meu grande safadote! Meu Fernão Mendes Pinto de merda, né filho? Onde está o teu Extremo Oriente, filho? Ah-ni-qui-bé-bé, ah-ni-qui-bó-bó, tu és 'Sepuldra' tu és Adamastor, pois claro, tu sozinho consegues enrabar as Nações Unidas com passaporte de coelho, não é filho? Mal eles sabem, pois é, tu sabes o que é gozar a vida! Entretém-te filho, entretém-te! Deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho, trabalhinho, porreirinho da Silva, e salve-se quem puder que a vida é curta e os santos não ajudam quem anda para aqui a encher pneus com este paleio de Sanzala e ritmo de pop-xula, não é filho?
A one, a two, a one two three
FMI dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...
Come on you son of a bitch! Come on baby a ver se me comes! Come on Luís Vaz, 'amanda'-lhe com os decassílabos que os senhores já vão ver o que é meterem-se com uma nação de poetas! E zás, enfio-te o Manuel Alegre no Mário Soares, zás, enfio-te o Ary dos Santos no Álvaro de Cunhal, zás, enfio-te o Zé Fanha no Acácio Barreiros, zás, enfio-te a Natalia Correia no Sá Carneiro, zás, enfio-te o Pedro Homem de Melo no Parque Mayer e acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano, a estender o braço, meio Rolão Preto, meio Steve McQueen, ok boss, tudo ok, estamos numa porreira meu, um tripe fenomenal, proibido voltar atrás, viva a liberdade, né filho? Pois, o irreversível, pois claro, o irreversívelzinho, pluralismo a dar com um pau, nada será como dantes, agora todos se chateiam de outra maneira, né filho? Ora que porra, deixa lá correr uma fila ao menos, malta pá, é assim mesmo, cada um a curtir a sua, podia ser tão porreiro, não é? Preocupações, crises políticas pá? A culpa é dos partidos pá! Esta merda dos partidos é que divide a malta pá, pois pá, é só paleio pá, o pessoal na quer é trabalhar pá! Razão tem o Jaime Neves pá! (Olha deixaste cair as chaves do carro!) Pois pá! (Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?) É pá, deixa-te disso, não destabilizes pá! Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata. Uma porra pá, um autentico desastre o 25 de Abril, esta confusão pá, a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa... Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carágo, mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah? Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah? Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah? Meia dúzia de líricos, pá, meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá, isto é tudo a mesma carneirada! Oh sr. guarda venha cá, á, venha ver o que isto é, é, o barulho que vai aqui, i, o neto a bater na avó, ó, deu-lhe um pontapé no cu, né filho? Tu vais conversando, conversando, que ao menos agora pode-se falar, ou já não se pode? Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah? Estás desiludido com as promessas de Abril, né? As conquistas de Abril! Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho? E tu fizeste como o avestruz, enfiaste a cabeça na areia, não é nada comigo, não é nada comigo, né? E os da frente que se lixem... E é por isso que a tua solução é não ver, é não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada, precisas de paz de consciência, não andas aqui a brincar, né filho? Precisas de ter razão, precisas de atirar as culpas para cima de alguém e atiras as culpas para os da frente, para os do 25 de Abril, para os do 28 de Setembro, para os do 11 de Março, para os do 25 de Novembro, para os do... que dia é hoje, ah?
FMI Dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...
Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho? Todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade? Esta merda não anda porque a malta, pá, a malta não quer que esta merda ande, tenho dito. A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer isto dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular! Somos todos muita bons no fundo, né? Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né? Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-faxistas, estas coisas até já nem querem dizer nada, ismos para aqui, ismos para acolá, as palavras é só bolinhas de sabão, parole parole parole e o Zé é que se lixa, cá o pintas azeite mexilhão, eu quero lá saber deste paleio vou mas é ao futebol, pronto, viva o Porto, viva o Benfica, Lourosa, Lourosa, Marraças, Marraças, fora o arbitro, gatuno, bora tudo p'ro caralho, razão tinha o Tonico de Bastos para se entreter, né filho? Entretém-te filho, com as tuas viúvas e as tuas órfãs que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores, entretém-te, que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais, entretém-te filho, que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho, entretém-te, que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar, entretém-te, que o FMI trata da saúde ao Eanes, entretém-te filho e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante, enquanto tu adormeces a não pensar em nada, milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores, redes de policia secreta, telefones, carros de assalto, exércitos inteiros, congressos universitários, eu sei lá! Podes estar descansado que o Teng Hsiao-Ping está a tratar de ti com o Jimmy Carter, o Brezhnev está a tratar de ti com o João Paulo II, tudo corre bem, a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas. A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou! Hão te convencer de que a culpa é tua e tu sem culpa nenhuma, tens tu a ver, tens tu a ver com isso, não é filho? Cada um que se vá safando como puder, é mesmo assim, não é? Tu fazes como os outros, fazes o que tens a fazer, votas à esquerda moderada nas sindicais, votas no centro moderado nas deputais, e votas na direita moderada nas presidenciais! Que mais querem eles, que lhe ofereças a Europa no natal?! Era o que faltava! É assim mesmo, julgam que te levam de mercedes, ora toma, para safado, safado e meio, né filho? Nem para a frente nem para trás e eles que tratem do resto, os gatunos, que são pagos para isso, né? Claro! Que se lixem as alternativas, para trabalho já me chega. Entretém-te meu anjinho, entretém-te, que eles são inteligentes, eles ajudam, eles emprestam, eles decidem por ti, decidem tudo por ti, se hás-de construir barcos para a Polónia ou cabeças de alfinete para a Suécia, se hás-de plantar tomate para o Canada ou eucaliptos para o Japão, descansa que eles tratam disso, se hás-de comer bacalhau só nos anos bissextos ou hás-de beber vinho sintético de Alguidares-de-Baixo! Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acho normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar! Descontrai baby, come on descontrai, arrefinfa-lhe o Bruce Lee, arrefinfa-lhe a macrobiótica, o biorritmo, o euroscópio, dois ou três ofeneologistas, um gigante da ilha de Páscoa e uma Grace do Mónaco de vez em quando para dar as boas festas às criancinhas! Piramiza filho, piramiza, antes que os chatos fujam todos para o Egipto, que assim é que tu te fazes um homenzinho e até já pagas multa se não fores ao recenseamento. Pois pá, isto é um país de analfabetos, pá! Dá-lhe no Travolta, dá-lhe no disco-sound, dá-lhe no pop-xula, pop-xula pop-xula, iehh iehh, J. Pimenta forever! Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti, não te chega para o bife? Antes no talho do que na farmácia; não te chega para a farmácia? Antes na farmácia do que no tribunal; não te chega para o tribunal? Antes a multa do que a morte; não te chega para o cangalheiro? Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir, cabrões de vindouros, ah? Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu ah? Que é que eu ando aqui a fazer? Digam lá, e eu? José Mário Branco, 37 anos, isto é que é uma porra, anda aqui um gajo cheio de boas intenções, a pregar aos peixinhos, a arriscar o pêlo, e depois? É só porrada e mal viver é? O menino é mal criado, o menino é 'pequeno burguês', o menino pertence a uma classe sem futuro histórico... Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos! Deixem-me em paz porra, deixem-me em paz e sossego, não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho, não há paciência, não há paciência, deixem-me em paz caralho, saiam daqui, deixem-me sozinho, só um minuto, vão vender jornais e governos e greves e sindicatos e policias e generais para o raio que vos parta! Deixem-me sozinho, filhos da puta, deixem só um bocadinho, deixem-me só para sempre, tratem da vossa vida que eu trato da minha, pronto, já chega, sossego porra, silêncio porra, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me morrer descansado. Eu quero lá saber do Artur Agostinho e do Humberto Delgado, eu quero lá saber do Benfica e do bispo do Porto, eu quero se lixe o 13 de Maio e o 5 de Outubro e o Melo Antunes e a rainha de Inglaterra e o Santiago Carrilho e a Vera Lagoa, deixem-me só porra, rua, larguem-me, zórpila o fígado, arreda, 'terneio' Satanás, filhos da puta. Eu quero morrer sozinho ouviram? Eu quero morrer, eu quero que se foda o FMI, eu quero lá saber do FMI, eu quero que o FMI se foda, eu quero lá saber que o FMI me foda a mim, eu vou mas é votar no Pinheiro de Azevedo se eu tornar a ir para o hospital, pronto, bardamerda o FMI, o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões, o FMI não existe, o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma, o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe...
Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer, ir-me embora, sem ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...
Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou: Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir. Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores. De quem é o carvalhal? É nosso! Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso. Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena. Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois.
Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe, no fundo deste mar, encontrareis tesouros recuperados, de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco. Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos, o meu canto e a palavra, o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo, dos vossos antepassados que ainda não nasceram. A minha arte é estar aqui convosco e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui de vez. Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes. Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto.
sexta-feira, novembro 12, 2010
pensamento da semana
"Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land"
The Doors, The End
sábado, outubro 09, 2010
John Lennon faria hoje 70 anos...
Deixo-vos 2 videos de algumas das suas melhores musicas.
Give Peace a Chance
Power To The People
quinta-feira, outubro 07, 2010
Pensamento da Semana
36 anos de má gestão
100 anos de roubalheira
430 anos de falta de coragem
jimi a.k.a Adriano
centenário de Quê??????
Não sou monarquico, nem republicano, nem democrata, nem comunista, não sou filiado em nenhum partido politico nem quero ser, não me revejo em nenhum. Não tenho religião (excepto no futebol), não vejo diferença nos tais partidos principais e "aleijados" na mesma sala. refiro-me sem duvida a PS, PSD, CDS, CDU e BE, sou eleitor e sou nacionalista (tenho muito orgulho no que Portugal foi e pode vir a ser novamente, mas não tenho qualquer orgulho nesta pátria que hoje vivemos. Não sou contra os estrangeiros em Portugal mas contra os ilegais, os ciganos que vivem à margem da lei (infelizmnete a maioria) e todos os que se aproveitam de nós).
Sobre a pátria:
Um dia jurei defende-la e apesar de já não estar ao serviço das suas forças armadas mantenho como bom patriota que me considero esse juramento, defende-la-ei o melhor que puder. Mas como posso eu defende-la dos perigos internos. Essa cambada de pseudo politicos que se auto-intitulam defensores do interesse nacional.
Sobre os pseudos lideres ou pseudos qualquer coisa:
Esses pseudos que nos pedem para apertar cada vez mais o cinto, mas que são os primeiros a ir trabalhar (correcção marcar presença) em viaturas do estado com combustivel pago por todos nós.
Esses pseudos que retiram os abonos de familia a quem ganha pouco mas não cortam aos seus ordenados. Esses pseudos que foram eleitos por algum circulo eleitoral no território português mas tem um subsidio para ir a casa em Paris.
Esses pseudos que ao fim de meia duzia de anos como deputados tem direito à reforma (os restantes trabalham quase até à morte)
Esses pseudos que são eleitos por um distrito e mal chegam à assembleia deixam de lutar e representar esse mesmo distrito. (já nei sei por quê que vou votar, mas estou lá sempre deve ser para não ceder o meu direito de escolha, sim eu sou assim egoista com estas coisas)
Esses pseudos que quando saem da "vida politica" transformam-se administradores de uma das dezenas de empresas do estado com ordenados e pensôes milionárias.
Esses pseudos que acumulam pensões daqui e dali e ainda se queixam que ganhão mal.
Esses pseudos que são ou foram presidentes e que depois do deixarem de ser ainda tem direito a um motorista (com respectiva viatura), secretária e seguranças... Pergunto-me para quê? Tudo pago por nós como sempre. Há pelo menos um desses pseudos quando abandonou a presidencia levou para a sua fundação todos os presentes que foram dados à casa da presidência como se fossem seus pessoais. assim tambem eu.
Esses pseudos que se aproveitaram de uma revolta exemplar feita por militares como o saudoso Salgueiro Maia, pseudos esses que viviam no estrangeiro onde a outra pseudo ganhou o subsidio de viagem (acima mencionado) e só cá voltaram quando tiveram a certeza que a revolução tinha corrido bem. para mim vocês são traidores à Pátria e vocês como as gerações de pseudos que vos seguiram cospem no prato onde comeram, para ser explicito cospem nas forças armadas.
Se eu pudesse.... BASTA de TRETAS.
Há tempos escrevi um artigo neste blog onde analizei os "beneficios" vs impostos. hoje em dia a situação piorou.
Jimi a.k.a Adriano
terça-feira, setembro 28, 2010
terça-feira, setembro 21, 2010
Pensamento do século...
Se o problema de Portugal é as más gestões dos sucessivos governos.
Alguem quer explicar se faz favor...
Pensamento da Semana
So many different suns
And we are just one world
But we live in different ons
in Brothers in Arms by Mark Knopfler
sábado, julho 03, 2010
quinta-feira, junho 03, 2010
Pensamento da semana...
Um Americano diz:
We have Obama, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash!!!
Um Português diz:
We have Socrates, no wonder, no hope and no cash.
segunda-feira, março 15, 2010
Até tinha piada se não fosse verdade,,,
Os estrangeiros...
Nada contra, mas se não temos trabalho para os nossos para quê deixar entrar mais estrangeiros cá, nos países deles não há cotas para europeus quanto mais Portugueses. Emigrantes ilegais, devia-mos fazer como em França (já que temos a mania de comparar tudo com o que vem lá de fora) se não tem trabalho, licença de residência, visto ou documentos válidos, rua com eles, colocamos-nos no primeiro avião ou barco com destino ao seu país de origem nem mais nem menos, não somos a América ou a Austrália e nem somos a terra das oportunidades. Se tivermos menos ilegais, podemos dar trabalho aos nossos, e conseguir acabar com os rendimentos mínimos que não passam de dinheiro mal gasto e um incentivo a não produzir.
Por fim não acham estranho haver tantas lojas chinesas neste pais. Só no Porto são "mais que as mães". Lojas Portuguesas ou de Portugueses são cada vez menos.
Podia continuar mas em quatro pequenos pontos resumi o que de pior se faz neste país.
A Europa...
Em poucas palavras, ou a União se torna num "único" estado ou corre o risco de se tornar obsoleta. (atenção que tenho muito orgulho de ser Português e da história da minha pátria)
O mundo... (para terminar)
Foi eleito à um ano e meio atrás um presidente nos Estados Unidos que se tornou um símbolo de esperança, espero vivamente que ele seja capaz de mudar o mundo para melhor.
Entre outros aspectos somos a ultima geração que pode mudar o mundo para melhor em todos os aspectos, se não o fizermos iremos condenar à "escuridão" as gerações futuras.
É TEMPO DE AGIR...
Jimi a.k.a. Adriano
quinta-feira, outubro 08, 2009
Noite Stand Up no Tertulia Castelense
quinta-feira, setembro 10, 2009
Heróis da Patria
Tenho vindo a assistir aos supostos debates entre os partidos portugueses referentes as eleições, acho-lhes uma piada, mas uma piada de muito mau gosto, estes nossos politicos que se auto-intitulam como heróis, salvadores da pátria com todas as soluções (não fossem eles que criaram os problemas que a nação enfrenta). Deixo-lhes aqui um video daqueles que foram verdadeiros heróis que deram tudo pela pátria e dela nada levaram nem mesmo o reconhecimento dos seus feitos, mesmo passado 35 anos do fim da guerra.
Adriano a.k.a Jimi
quarta-feira, setembro 02, 2009
pensamento da semana
São as pessoas que vivem como animais
in, backcover da Playboy Portugal, edição Setembro 2009
terça-feira, julho 14, 2009
pensamento da semana
Nem homens públicos, nem multidões alegres,
Um solitário impulso de encanto
Conduziu este tumulto para as nuvens
.
W.B. Yeates
quarta-feira, junho 24, 2009
Pensamento da Semana
I know i'm not perfect and I don't live to be, but before you start pointing fingers...
make sure your hands are clean."
-Bob Marley
sexta-feira, junho 05, 2009
O regresso da censura em Portugal
Aqui vos deixo um texto que encontrei por ai:
Xutos & Pontapés censurados pelos programas de rádio
O tema chama-se ‘Sem Eira nem Beira’, mas não há ninguém que não o conheça por ‘Sr. Engenheiro’. É uma das faixas mais comentadas e cantadas na rua do último disco dos Xutos & Pontapés, lançado a 6 de Abril. Mas, nas rádios nacionais só passou uma vez, uma única vez. Foi na Antena 3.
Os dados são avançados pela editora da banda, a Universal Music, que pagou a uma empresa para monitorizar três músicas do novo álbum, para saber exactamente quantas vezes foram tocadas. ‘Quem É Quem’, o primeiro single do disco, passou mais de uma centena de vezes. E ‘Perfeito Vazio’, o segundo single a ser lançado, foi o único tema a conseguir um lugar numa Lista A das playlists das rádios nacionais (a lista que obriga a que a música tenha em média quatro passagens diárias), com 136 passagens, só na Mega FM.
Zé Pedro, guitarrista dos Xutos, avança com surpresa: “Parece um complô contra o tema, ou uma espécie de exclusão por poder ferir susceptibilidades. Acho estranho. Parece-me que a música podia ter sido aproveitada como notícia e transformar-se num hipe de rádio”, afirma. O músico diz manifestar-se contra o sistema de playlists, mas não critica nenhuma rádio por optar ou não por passar um tema dos Xutos. “Compreendo que, estando esta música a ferver, na boca de toda a gente, as direcções das rádios possam ter preferido não a passar por estar em cima da mesa como uma canção de contestação”, adianta Zé Pedro, frisando que para os Xutos o sucesso da música é claro. Durante os concertos da banda, o tema é o que tem provocado maior vibração junto do público, aquele com que as pessoas mais se identificam, e a sua procura na Internet tem ultrapassado todas as expectativas. “Sentimo-nos compensados, portanto”, afirma o guitarrista. A humorista Maria Rueff, que no seu programa “O Exame de Dona Rosete”, na TSF, fez uma rábula com o tema, afiança que “é muito estranho a música não passar nas rádios”, e considera pertinente que se investigue porquê.
Contactados pelo Expresso, os directores das maiores rádios nacionais refutam a ideia de qualquer tipo de censura, quer vinda do exterior quer criada internamente. António Mendes, director de programas da RFM, afirma que aquela é uma rádio musical que tem por objectivo tocar e fazer sucessos e que o boom do ‘Sr. Engenheiro’ nos jornais e televisões (recorde-se que o primeiro vídeo do tema passado pelo ‘Jornal Nacional’ da TVI foi para o ar a 15 de Abril) chegou a meio da fase de lançamento de “Perfeito Vazio”. António Mendes adianta, no entanto, que a canção “se trata de um fenómeno político e não de um fenómeno popular”. Nelson Cunha, director de programas da Mega FM, vai mais longe, explicando que a rádio “não está vocacionada para questões políticas, nem quer disso fazer bandeira. Os nossos princípios são de isenção musical e política”.
José Marinho fala em nome da Antena 3, a única rádio que passou a canção portuguesa mais polémica da última década. “Não fazia sentido sermos a única rádio a tocar o tema. Fazê-lo isoladamente podia não ter bons resultados para nós, ainda por cima quando o tema ainda nem tem suporte vídeo”, afirma. “Mas isso não significa que a canção esteja proscrita e que não venha a ser tocada num futuro próximo. Há três eleições a caminho e o tema é quente”, conclui.
Também Pedro Abrunhosa, que em 1995 fez furor com ‘Talvez F…”, música que se transformou num hino anti-Cavaco (era então primeiro-ministro em final de mandato, tal como Sócrates agora), não quis comentar o assunto. Recorde-se que as improvisações do músico à letra da canção, substituindo o “e eu e tu o que é que vamos fazer”, por “e eu e a Maria o que é que vamos fazer”, não fizeram com que o tema fosse excluído das rádios.
fonte: http://raivaescondida.wordpress.com/2009/05/31/11771/
Jimi a.k.a Adriano
quarta-feira, abril 29, 2009
Como Salvar Portugal da Crise...
Passo 1:Trocamos a Madeira e os Açores pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar o Sócrates.
Passo 2:Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário).A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada entre os Bascos e o Sócrates.
Passo 3:Desesperados, os espanhois tentam devolver o Sócrates. A malta não aceita.
Passo 4:Oferecem também o Pais Basco. A malta mantem-se firme e não aceita.
Passo 5:A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência.Cada vez mais desesperados, os espanhois devolvem-nos a Madeira e os Açores e dão-nos ainda o Pais Basco e a Catalunha.A contrapartida é termos que ficar com o Sócrates.A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:Damos a independência ao País Basco.A contrapartida é eles ficarem com o Sócrates.A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar.Sem o Sócrates Portugal torna-se um paraíso e a Catalunha não causa problemas.
Passo 7:Afinal a Eta não aguenta o Sócrates, e o País Basco pede para se tornar território português.A malta faz-se difícil mas aceita (apesar de estar lá o Sócrates).
Passo 8:Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes o Sócrates.
Passo 9:O Brasil pede para voltar a ser colónia portuguesa. A malta aceita e manda o Sócrates para os Farilhões das Berlengas apesar das gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de por ovos.
Passo 10:Com os jogadores brasileiros mais os portugueses Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!
Passo 11:Os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.
Passo 12:Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.
Passo 13:A dimensão extraordinária adquirida que une a Península e o Brasil,torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico.Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.
Passo 14:Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta ameaça enviar-lhes o Sócrates e eles rendem-se incondicionalmente. Está ultrapassada a crise.
quarta-feira, abril 22, 2009
Xutos e Pontapés - Sem Eira Nem Beira
Esta é um dos temas do novo album dos Xutos na comemoração dos seus 30 anos de carreira.
Este video encontrei-o no Youtube e sem duvida merece logo lugar neste blog.
Adriano a.k.a Jimi
